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Baleia Azul: familiares devem prestar atenção aos jovens

Disseminado através das redes sociais – especialmente o WhatsApp – o jogo Baleia Azul aterroriza pais, familiares e responsáveis. São cinquenta desafios, repassados por mensagem, que levam os participantes a fazerem atos maldosos contra eles mesmos. O último é letal e sempre o mesmo: provocar a própria morte.

O jogo surgiu na Rússia, através do grupo “#F57”, que está sob investigação de induzir o suicídio de 130 jovens na Europa. Tudo começa com o convite para a página privada e secreta deste grupo, onde um instrutor repassa desafios a serem cumpridos. Caso o jogador desista, ele é ameaçado pelos administradores. Entre os desafios, estão atividades macabras como fazer fotos assistindo filmes de terror, desenhar uma baleia em seu corpo como uma faca e cortar o lábio.

No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil abriu uma investigação para descobrir a identidade dos curadores, responsáveis por repassar as mensagens, orientar e vigiar os participantes. Em entrevista à Rádio Gazeta, o chefe de polícia do Estado, Emerson Wendt, especialista em crimes cibernéticos, afirma que nenhum caso que chegou ao suicídio foi registrado no Estado. “Algumas situações em que os adolescentes estavam nos passos foram identificadas. Eles teriam sido atendidos em ambientes médicos, mas nem todos os casos chegaram a se confirmar”, frisa, Wendt.

A investigação começou na sexta-feira, 21. Enquanto isso, Wendt afirma que pais, famíliares, responsáveis e professores devem ficar atentos ao comportamento dos jovens. Em geral, os participantes têm de 12 a 14 anos. O isolamento, a mudança de comportamento e atitudes suspeitas são considerados como indícios. Para Emerson, as vítimas desse processo geralmente estão vulneráveis, em depressão.
“Muito provavelmente sofreu ou sofre bullying em ambiente escolar, tem uma vida familiar de certa forma não rotineira ou se encaminhando para a desagregação. Essas características fazem com que essa pessoa passe por um modismo ou até mesmo enfrente os cinquenta passos”, afirma.

Emerson comenta que casos de automutilação, de alguns anos para cá, estão aumentando. Ainda assim, ficar de olho para essas ocorrências é necessário. “É um detalhe que inclusive, nessa situação do Baleia Azul, deve chamar a atenção dos pais. Usar sempre roupas compridas, justamente para esconder marcas e agressões”, diz, Wendt.
Outro cuidado a ser tomado é com as postagens nas redes sociais. Conforme o chefe de polícia do Estado, um dos passos do jogo é publicar uma mensagem em inglês “I am whale”, que em português, significa “eu sou baleia”. “Fica fácil para os pais e professores procurarem se for colocado por quem esteja participando deste jogo”, finaliza, Emerson Wendt.

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